Ultimamente, venho tendo a leve (ironicamente falando) impressão de que vou cair em depressão profunda. Digo, a depressão de verdade, a doença, por assim ser chamada. Sinto que seguro uma vontade interminável de chorar, até que às vezes algumas lágrimas venham a cair. Eu não sei como nem porque isso começou, e ando preocupada. Talvez tenha sido a minha decisão de voltar a um velho sonho de criança que eu já tive algumas vezes... E talvez ele tenha ocorrido porque eu perdi a confiança em mim, perdi totalmente a vontade de ser a mudança, a mudança que me fará uma pessoa feliz. Eu não me sinto feliz. Eu sempre fui, mas sinto que agora não estou. Eu perdi a minha irmã, eu perdi minha auto-estima. Ou seja, eu perdi as duas únicas coisas que me faziam feliz. E agora eu penso, realmente, é isso que me faz feliz?
Porque eu não corro pros braços do meu irmãozinho e da minha mãe, que estão aqui em casa? Se eu os amo tanto (disso eu tenho absoluta certeza), porque eu não tomo essa atitude? Eles não conseguem me completar?
Às vezes acho que não... Acho que a minha pessoa, egoísta que é, prefere aquelas duas coisas: alguém que me faça me sentir melhor SEMPRE, e a minha felicidade comigo mesma. Isso é bem egoísta... Eu deveria tentar lembrar mais das outras coisas que me fazem bem. Escola, como eu amo aquilo. Me dá um bem estar confuso de entender, pelo fato de ninguém gostar de escola. Mas eu gosto, e muito. Assim que saio de lá, parece que vou cair num poço escuro e sem fim, de volta pra minha casa, pro meu quarto, pro meu computador (tentando resgatar aqueles que eu amo), pra minha cozinha, pra mesmice que toma conta da minha vida. Querendo dormir, não sei o que fazer, e tento escrever algo, algo só pra mim, numa folha de papel: outra atitude que me separa das pessoas, ou seja, que provavelmente me causará depressão.
Foi aí que eu decidi que escreveria num blog na internet. Eu acho melhor escrever aqui do que num papel onde ninguém irá ler (a não ser eu mesma). Ou seja, escrever aqui seria uma pontinha de esperança que alguém poderá se identificar comigo, ou talvez apenas me entender. E isso já é um passo pra tentar fugir dessa doença. Estou com muito medo.
Eu não tenho vontade de procurar aquilo que me faz bem. Estudar seria perfeito a essa altura, mas, apesar de ter dormido até mais tarde, não sinto estar com a mínima disposição pra fazer isso. A pessoa que eu queria, não está na cidade. A outra, não sei onde se encontra. Outras pessoas, além dessas duas? Não, obrigada, não quero procurá-las. Provavelmente é por isso que estou aqui: escrever é a única vontade que me resta agora.
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