quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Confusão

Eu preciso tanto de você, e isso às vezes chega a ser doentío. Tenho medo que seja doentío. Não gosto de ficar longe de você. Não gosto de viver coisas boas sem você; eu sou doente. Brigar com você é a mesma coisa que não brigar, porque depois de dois segundos saindo pela sua porta eu quero voltar. Eu não gosto de dormir sozinha. E não gosto de ter me acostumado com você. Eu gosto do seu cheiro em mim. Não gosto que você goste de mim, eu sou um turbilhão de erros e impulsos e você é perfeito. Tenho medo de morrer e perder você, eu só quero você comigo pra sempre, eu preciso de você pra sempre; o céu só será céu se você estiver lá. Juro que não consigo acreditar nisso. Eu nunca vi nada parecido. Se não for amor, pode ter certeza que é o mais perto que chegamos dele. Às vezes tenho medo que isso seja uma obcessão, tirar proveito dos seus carinhos e da sua atenção, você vem fácil demais, você se entrega pra mim e eu tenho medo. Só quero passar os ponteiros do relógio pra um tempo em que nós não tenhamos nada, somente um ao outro, e ficar assim. Tenho medo que isso não seja possível de acontecer um dia, tenho medo principalmente de isso nem se passar pela sua cabeça. Toda vez que penso que vou te perder, ou pior, que vou te magoar, não tem jeito: Não consigo respirar, seguro forte as lágrimas e minha garganta me puxa pra dentro dela. Minhas lágrimas só param de saltar dos meus olhos quando você me abraça e me diz que está tudo bem. É o que você sempre faz. Eu não consigo me sentir culpada com você, eu prefiro morrer do que mentir pra você. Estou em um lugar diferente de você e sinto tanto a sua falta. Eu me sento ao seu lado e ainda sim eus into a sua falta. Eu preciso de você pra mim o tempo todo, e sinceramente? Tenho medo de que isso seja doentío. De que isso seja uma obcessão.
E você vai se deitar ao meu lado, dizendo que está tudo bem, e vamos ser um só.

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